News | 16/08/2019

Talent Meets Bertelsmann: sobre ser o protagonista de sua própria carreira

Um mundo multifacetado como o que vivemos hoje pode nos oferecer diferentes oportunidades. Mas, para explorar cada uma delas, precisamos primeiro remover as nossas próprias barreiras: isto é, a forma como organizamos nossas experiências e habilidades dentro de uma caixa. É preciso quebrar esses compartimentos e misturar todos os nossos conhecimentos em uma grande nuvem de competências.

De fato, não existe uma fórmula secreta que nos ensine como devemos quebrar nossas barreiras, separar diferentes habilidades e experiências para, finalmente, nos reinventar. Mas o resultado é sempre é mesmo: assumindo as rédeas de nossa carreira nos tornamos protagonistas da nossa história.

Desde 2008, o Talent Meets Bertelsmann (TMB) reúne jovens de diferentes idades, culturas, países e de diversas formações para apresentá-los os caminhos do redescobrimento de seu potencial. Por meio de workshops desafiadores, os participantes do TMB desenvolvem ideias inovadoras para as divisões da Bertelsmann, incluindo a editora Penguin Random House, a BMG (maior editora de música independente do mundo) e o grupo televisivo RTL. Além do trabalho em grupo, os jovens estudantes também recebem aconselhamento e feedback em uma sessão individual de coaching de carreira.

Conversamos com a Elisa Soler, 24, estudante de pós-graduação que participou da 12ª edição do TMB. Para ela, a experiência proporcionada pelo evento trouxe uma nova visão de como identificar e aproveitar oportunidades na vida profissional. Nesta entrevista, ela conta como foram os três dias de evento e o que trouxe de bagagem para sua vida profissional e pessoal.

Como você ficou sabendo das inscrições para o TMB19?
Trabalho no time de Recursos Humanos da Afferolab desde 2017. Comecei como estagiária e fui crescendo dentro da empresa. Em meados de maio de 2019 surgiu a oportunidade de jovens talentos que estivessem estudando – desde graduação até pós ou mestrado – se inscreverem para o programa da Bertelsmann. Como eu tinha acabado de me formar em psicologia na PUC-SP e havia me matriculado em uma pós-graduação de gerenciamento de projetos na FGV, decidi fazer a minha inscrição para o programa e tentar a sorte. No fim, acabei sendo selecionada para ir para Berlim com as despesas dos três dias pagos pela companhia. Eu não podia perder a oportunidade!

Então, antes de entrar na Afferolab, você nunca tinha ouvido falar do TMB?
Não. Mas, quando fiquei sabendo da possibilidade de participar fui pesquisar a fundo e encontrei diversas recomendações de participantes de anos anteriores. Li artigos e vi vídeos em que as pessoas contavam empolgadas como o TMB era o máximo! Agora, compartilho desse sentimento e euforia ao falar da minha experiência! A forma como o evento foi pensado é única. Não só pela organização, mas o modo como as pessoas foram selecionadas. Era gente de todos os lugares do mundo e todas no mesmo espírito: estavam ali abertas a compartilhar e aprender.

E como foi trabalhar com pessoas de diferentes lugares?
Foi um desafio enorme! Tínhamos que ser criativos, mas ao mesmo tempo apresentar um plano de negócio realista em um tempo limitado. Imagina desenvolver uma solução em um grupo onde todos os integrantes tinham backgrounds muito diferentes? Ao mesmo tempo, foi incrível! Só de ter tido a oportunidade de conhecer não só pessoas de outros países, mas de diferentes idades, religiões e formações, desde aquelas que ainda estavam estagiando até quem estava em um mestrado ou doutorado. Todos, sem exceção, tinham histórias interessantes e tinham claramente muito potencial. Além disso, estavam dispostos a trocar e conversar. No meu grupo, por exemplo, tinham pessoas da Alemanha, da Coreia e eu do Brasil.

Como foram os três dias de TMB?
Intensos, mas muito recompensadores. No primeiro dia, recebemos as boas vindas da equipe da Bertelsmann e nos encontramos com o grupo no qual trabalharíamos. No total foram criadas seis equipes, todas representando uma divisão da Bertelsmann: RTL Group, Penguin Random House, Gruner + Jahr, BMG, Arvato, Bertelsmann Printing Group e Bertelsmann Education Group. Eu fui escolhida para trabalhar em uma solução para a BMG. Nesse mesmo dia, nos pediram para produzir e gravar um vídeo de apresentação que seria exibido no dia seguinte para todos os participantes e para o júri, formado pelo board de diretores da Bertelsmann. À noite, fomos convidados para um jantar que também foi uma oportunidade de networking entre os participantes e integrantes da Bertelsmann.

No segundo dia nos encontramos bem cedo na sede representativa da Bertelsmann – que está bem no coração de Berlim, na avenida principal da cidade, e é cercada de prédios históricos – para começarmos a estruturar o nosso produto inovador. Foi a manhã inteira e uma parte da tarde trocando ideias e estruturando o projeto e a nossa apresentação. No final da tarde, fomos para um local especial para as apresentações. Depois de cada grupo mostrar e defender a sua solução, são selecionadas as três melhores soluções e, após a premiação, fomos convidados para um show exclusivo formada por músicos da BMG. Todos estávamos cansados mentalmente depois de dois dias quebrando a cabeça para apresentar o melhor resultado possível, mas também muito aliviados e felizes por poder relaxar e curtir uma festa de despedida.

O último e terceiro dia foi um pouco mais leve, além de recebermos um feedback, pudemos conhecer um pouco mais sobre as oportunidades de carreira dentro da Bertelsmann por meio de palestras e de conversas com colaboradores de cada divisão.

E o que mais te marcou durante o evento?
A questão da diversidade. O TMB é um evento que por si só quer comunicar isso. A maioria dos participantes eram da Alemanha, mas os outros 50% eram de todo o resto do mundo. A Bertelsmann se preocupou em trazer essa diversidade não só de nacionalidade, mas também de gênero, cultura, religião, formação e conhecimento. Por mais que todos que estiveram lá fossem jovens, me impressionou a maturidade e respeito em todas as interações. Essa pluralidade foi muito rica para mim e proporcionou com que eu criasse uma rede de relacionamento muito bacana.

Qual a sua perspectiva na carreira após participar do TMB?
O grande objetivo do TMB é mostrar que existem diversas janelas de oportunidade e ensinar que a nossa carreira vai além de apenas uma caixa na qual, na maioria das vezes, nós mesmos nos colocamos. Depois do TMB entendi que temos que assumir o controle de nossa carreira e, a partir disso, descobri que as possibilidades da minha formação e conhecimento são infinitas! Por exemplo, estudei psicologia e isso não significa que preciso atuar exclusivamente na área de Recursos Humanos ou em clínicas médicas. O leque é amplo! Independentemente de qualquer formação, hoje é possível navegar em um mar de possibilidades, desde tecnologia, comunicação ou desenvolvimento de produtos. Esse era um olhar que eu não tinha, mas que comecei a enxergar após o TMB.

O que você trouxe do TMB para a sua carreira?
O TMB foi um marco para mim. A Bertelsmann claramente estava buscando pessoas criativas e empreendedoras. No começo, até fiquei confusa por me escolherem porque nunca achei que empreendedorismo era uma das minhas características. Mas eu aprendi a olhar para a minha carreira de forma diferente, me responsabilizando pelos caminhos que eventualmente decidir escolher e, além disso, sempre me desafiar. Por isso, saí dos três dias de evento acreditando mais em mim, enxergando mais possibilidades e decidida e me tornar a protagonista da minha carreira.