Notícias | 05/05/2017

Inspirando pessoas, moldando o futuro

"Se a Bertelsmann Stiftung  não existisse, teríamos de inventá-la com urgência", disse o presidente da Alemanha Frank-Walter Steinmeier aos cerca de 500 convidados presentes no Teatro Gütersloh para celebrar, junto à família Mohn, o 40º aniversário da fundação da Bertelsmann Stiftung. Entre eles, Thomas Rabe, presidente e CEO da Bertelsmann, membros do Conselho Executivo da companhia e do GMC, além de outros executivos importantes do Grupo. Enquanto Steinmeier falava aos convidados através de mensagens em vídeo, seu antecessor, Joachim Gauck, esteve presente em pessoa e contou que a Fundação o faz "um pouco mais esperto quase todos os dias."

Em 1977, Reinhard Mohn fundou a Bertelsmann Stiftung motivado pela crença de que os empresários têm o dever de assumir uma responsabilidade social também. A Fundação, que conta com 380 funcionários atualmente, incorporou esse compromisso por 40 anos e, na noite de XX de maio, celebridades da Alemanha e de fora do país expressaram sua gratidão por uma mensagem em vídeo, incluindo o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, e Christine Lagarde, chefe do Fundo Monetário Internacional.

Em seu discurso de boas-vindas, Liz Mohn, vice-presidente da Fundação, começou revisando a história da Bertelsmann e da Bertelsmann Stiftung. "Desde o início, a ideia subjacente à Bertelsmann Stiftung era contribuir para a promoção do bem-estar social e do progresso", disse. "Tudo se tratava de assumir a responsabilidade social, pois a formulação de políticas, os negócios, a sociedade, a educação, a saúde e a cultura desempenharam um papel central desde o início". Ela ainda lembrou que, quando seu marido, Reinhard Mohn, fundou a Stiftung há 40 anos e depois transferiu uma parte das ações da Bertelsmann para a Fundação, essa foi a maior transferência de ativos durante a vida de um empreendedor na Europa.

Após o discurso da vice-presidente da Fundação, o ex-presidente da Alemanha, Joachim Gauck, fez uma homenagem aos 40 anos da Bertelsmann Stiftung, bem como aos seus criadores Reinhard e Liz Mohn. "A Fundação quer influenciar a política e a sociedade, aprender com os países, apontando onde as reformas são necessárias no país e, sempre que possível, impulsionar a mudança e a inovação para um futuro melhor", enfatizou.

O ex-presidente ainda destacou o papel positivo que as fundações desempenham na sociedade. "Sempre abracei a ideia porque essas instituições se baseiam no fortalecimento da sociedade", disse Gauck complementando que, freqüentemente, também dedicam-se às questões imprevistas e urgentes. "Isso inclui, por exemplo, os recursos que a Bertelsmann Stiftung recentemente disponibilizou para estudos sobre migração e integração de refugiados."

O discurso de encerramento foi de Aart De Geus, presidente & CEO da Bertelsmann Stiftung, centrando-se nos valores da Fundação: liberdade, solidariedade e humanidade. Valores que estão codificados também na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, mas que estão sob ameaça em alguns países europeus. "A liberdade política na Europa está em jogo para a sociedade civil", disse ressaltando que, embora a globalização, a digitalização e a evolução demográfica abrirem muitas oportunidades, por outro lado, sua combinação de opacidade e inevitabilidade gera incertezas e medos em muitas pessoas.

A cerimônia no teatro de Gütersloh faz parte de um amplo programa comemorações que a Bertelsmann Stiftung tem planejado para o ano. No dia 29 de junho acontece a entrega do Prêmio Reinhard Mohn, sob o tema "Smart Country". Já no dia 16 de setembro, a Bertelsmann Stiftung e a cidade de Gütersloh convidam todos para o "Dia do Cidadão". E, entre 7 e 14 de outubro, acontece o concurso internacional de canto "Neue Stimmen", que comemora seus 30 anos de existência.